o carinho que tive por ti
os afagos na alma que senti
eram carinhos em mim e em ti
ao mesmo tempo
teríamos sido uma alma apenas?
almas gêmeas?
como me libertei dessas algemas?
como me sinto livre
se só vejo uma direção?
meu caminho é sempre em frente
quando vou até lugar nenhum
quando corro
quando morro
quando nasço
mas se eu paro
se eu fico
até na minha solidão estou acompanhada
até quando me vejo apartar-me de ti
teria sido uma prisão?
teria eu como escapar?
se até no nada te encontrei
se até na morte, uma solução
se até no escuro
eu grito luz
só me sinto livre
quando proclamo o amor
sinto o vento
o sentimento
a paz
só comigo, em mim, me sinto livre
de uma pressão
uma impressão que o mundo tem de mim
e de ti o que soube foi tão pouco
mas não sinto medo
de partir ao um novo encontro
inesperadamente tudo o que sempre esperei
calar a voz do meu amor
num silêncio
pra que alguém clame pela minha voz
ou a escute por dentro
ainda que desconectados
O ministério da saúde adverte: Aprecie com moderação. Se beber, não dirija. Paixão é droga e pode causar dependência.
Thursday, February 08, 2007
Wednesday, February 07, 2007
morcego cego luz escuridão
quando no final dos deuses sem fim
me achei sóbria, porém tonta
de uma vertigem que fez velocidade
correr nas minhas veias
quando acordo não é o dia o que vejo
mesmo sem tocar os pés no chão
por causa da gravidade que me falta
a mesma gravidade que me salta
do estômago, nenhuma borboleta
morcegos sugam minhas entranhas
num voar nefasto e tóxico
não sei onde em mim tu te perdes
é o teu nome o que reconheço
pergunto a quem não sei
onde te encontraria
na tempestade a tua ausência
produziu ao meu redor um teu holograma
não me satisfaria pensar em ti
como algo que eu não pudesse tocar
nem com nossos cheiros misturados
nem com nossas almas entrelaçadas
não te pude tocar nenhum dia
dessa viagem rumo ao nada nadarei
meu corpo pouco se movimenta
seria uma morte em vida?
seria um esquecer do que pulsa forte
e doce, teu sorriso, tuas carrancas
tuas palavras que não dizem nada
tua alegria falsamente empostada
para me trazer dias melhores na jornada
o brilho cego que nos ilumina
já não vejo, já não sinto
eu entenderia teu esconderijo escuro
se ele não estivesse no meu ventre
os morcegos que criaste
desenham círculos nas minhas vísceras
ando te encontrando no porão do mundo
minhas lembranças de ti não são sadias
e agora me pergunto se as lembranças são futuras
agora me questiono se as imagens não são tuas
de tudo o que fica é a confusão
a solidão não me assusta
mas os monstros enlamaçados
não sabem pra que existem
então me torturam com um silêncio
apesar de se agitarem cegos
atingindo as paredes internas de mim
quando a luz tornar a dar sentido
terei vencido os teus morcegos tortos
eles estarão mortos
e eu os iluminarei e eliminarei
com um ponto fixo do meu pensamento
a razão não tomou estas palavras
apenas as palavras vagaram sozinhas
que entre o mundo, o meu corpo e o que escondo
é apenas entregar o corpo ao mar
que de ondas salgadas e quentes
vai me levar ao fundo do meu sonho são
as preces vão me fazer voltar a respirar
e as borboletas brancas vão reviver o meu jardim
eu espero, paro o tempo e ele se esvai
que alguém também esteja esperando por mim!
me achei sóbria, porém tonta
de uma vertigem que fez velocidade
correr nas minhas veias
quando acordo não é o dia o que vejo
mesmo sem tocar os pés no chão
por causa da gravidade que me falta
a mesma gravidade que me salta
do estômago, nenhuma borboleta
morcegos sugam minhas entranhas
num voar nefasto e tóxico
não sei onde em mim tu te perdes
é o teu nome o que reconheço
pergunto a quem não sei
onde te encontraria
na tempestade a tua ausência
produziu ao meu redor um teu holograma
não me satisfaria pensar em ti
como algo que eu não pudesse tocar
nem com nossos cheiros misturados
nem com nossas almas entrelaçadas
não te pude tocar nenhum dia
dessa viagem rumo ao nada nadarei
meu corpo pouco se movimenta
seria uma morte em vida?
seria um esquecer do que pulsa forte
e doce, teu sorriso, tuas carrancas
tuas palavras que não dizem nada
tua alegria falsamente empostada
para me trazer dias melhores na jornada
o brilho cego que nos ilumina
já não vejo, já não sinto
eu entenderia teu esconderijo escuro
se ele não estivesse no meu ventre
os morcegos que criaste
desenham círculos nas minhas vísceras
ando te encontrando no porão do mundo
minhas lembranças de ti não são sadias
e agora me pergunto se as lembranças são futuras
agora me questiono se as imagens não são tuas
de tudo o que fica é a confusão
a solidão não me assusta
mas os monstros enlamaçados
não sabem pra que existem
então me torturam com um silêncio
apesar de se agitarem cegos
atingindo as paredes internas de mim
quando a luz tornar a dar sentido
terei vencido os teus morcegos tortos
eles estarão mortos
e eu os iluminarei e eliminarei
com um ponto fixo do meu pensamento
a razão não tomou estas palavras
apenas as palavras vagaram sozinhas
que entre o mundo, o meu corpo e o que escondo
é apenas entregar o corpo ao mar
que de ondas salgadas e quentes
vai me levar ao fundo do meu sonho são
as preces vão me fazer voltar a respirar
e as borboletas brancas vão reviver o meu jardim
eu espero, paro o tempo e ele se esvai
que alguém também esteja esperando por mim!
Friday, January 26, 2007
imagem molhada
Eu gosto de reconhecer nos olhos
Aquilo que adivinho por dentro
um brilho de céu
E quando imagens se formam
Eu vejo alguém sentado no chão
Cabisbaixo se procurando em uma poça de lama
Um semblante sério
Uma tristeza seca que não chora
Os pingos da chuva que caem na poça
desaguam o choro de dentro
as lágrimas não caem dele
que pensa que ainda está sozinho
é o céu que chora por ele
molhando pra lembrar o que ele esqueceu
e a imagem do seu rosto triste
começa a ficar mais turva ainda
não se reconhece na imagem que mostra ao mundo
assim entende que só há um jeito de ser quem é
baixar a guarda
se despir da armadura
tocar o sublime
ou cometer um crime?
quem entenderia?
seja qual for a pergunta
a resposta vem perfeitamente clara:
a imagem dela enquanto ria
Aquilo que adivinho por dentro
um brilho de céu
E quando imagens se formam
Eu vejo alguém sentado no chão
Cabisbaixo se procurando em uma poça de lama
Um semblante sério
Uma tristeza seca que não chora
Os pingos da chuva que caem na poça
desaguam o choro de dentro
as lágrimas não caem dele
que pensa que ainda está sozinho
é o céu que chora por ele
molhando pra lembrar o que ele esqueceu
e a imagem do seu rosto triste
começa a ficar mais turva ainda
não se reconhece na imagem que mostra ao mundo
assim entende que só há um jeito de ser quem é
baixar a guarda
se despir da armadura
tocar o sublime
ou cometer um crime?
quem entenderia?
seja qual for a pergunta
a resposta vem perfeitamente clara:
a imagem dela enquanto ria
um beijo-flor
Eu sei que hoje
só um beijo seu
me traria a paz
Eu vejo o seu sorriso
o seu encanto
distante de mim
perto de outras flores
eu deixo o jardim secar
regando com o meu olhar molhado
hoje preciso lembrar
dos teus passos pela casa
me chamando
hoje preciso lembrar
do cheiro, da flor, do perfume
hoje preciso amar
e esquecer o meu ciúme
eu sinto falta do brilho dos teus olhos
eu sinto falta de deitar no teu braço
sinto falta de mim
radiante exibindo pétalas de alegria
sinto falta do teu carinho
do nosso ninho
do nosso amor
então por favor
entenda o meu pesar
estenda a tua mão pra me alegrar
e lembre também como era bom
ponha nossas músicas no som
só alguns minutos pra lembrar
pra encher o coração de sorrisos
por ter o dom mais precioso: amar
e sinta que aqui existe alguém
pronta pra te abraçar
assim que você voltar
só um beijo seu
me traria a paz
Eu vejo o seu sorriso
o seu encanto
distante de mim
perto de outras flores
eu deixo o jardim secar
regando com o meu olhar molhado
hoje preciso lembrar
dos teus passos pela casa
me chamando
hoje preciso lembrar
do cheiro, da flor, do perfume
hoje preciso amar
e esquecer o meu ciúme
eu sinto falta do brilho dos teus olhos
eu sinto falta de deitar no teu braço
sinto falta de mim
radiante exibindo pétalas de alegria
sinto falta do teu carinho
do nosso ninho
do nosso amor
então por favor
entenda o meu pesar
estenda a tua mão pra me alegrar
e lembre também como era bom
ponha nossas músicas no som
só alguns minutos pra lembrar
pra encher o coração de sorrisos
por ter o dom mais precioso: amar
e sinta que aqui existe alguém
pronta pra te abraçar
assim que você voltar
Thursday, December 28, 2006
Sem norte
Vaguei noites vazias em selvas escuras
Na mão a minha bússola: você
Meu corpo cansado, moído, quebrado
Aturava os castigos do caminho
Sabendo esperar você
No seu jeito de falar
Ouço o tilintar do cristal quebrando
Meu desejo era maior
Segui ao seu encontro
E a saudade e a solidão da vida minha
Me fez de novo sua até suar
De um salto, um susto, um cisco nos seus olhos
Senti que algo estava por findar
Com os pequenos cacos que sobraram
Talhou a minha pele de lamúrias
Do meu silêncio fez-se a escuridão
Tomou a minha alma por luxúria
04/11/2006
Na mão a minha bússola: você
Meu corpo cansado, moído, quebrado
Aturava os castigos do caminho
Sabendo esperar você
No seu jeito de falar
Ouço o tilintar do cristal quebrando
Meu desejo era maior
Segui ao seu encontro
E a saudade e a solidão da vida minha
Me fez de novo sua até suar
De um salto, um susto, um cisco nos seus olhos
Senti que algo estava por findar
Com os pequenos cacos que sobraram
Talhou a minha pele de lamúrias
Do meu silêncio fez-se a escuridão
Tomou a minha alma por luxúria
04/11/2006
Sunday, December 24, 2006
sóbrios
eu estive sóbria por alguns dias
e o que posso dizer sobre isso?
que senti falta do conhaque puro baixando pela goela?
que senti falta do som alto saindo pela goela?
a plenos pulmões
um desamor completo
a chatice do dia a dia me desespera
eu preferia estar dopada
eu preferia estar adoidada
eu preferia que você tivesse gozado por toda a casa
como fez um dia
seus "eu te amo"
vem acompanhados de atitudes de fuga
não se entrega
e eu com a maior paciência do mundo
me ligue quando estiver sóbrio de todo esse movimento de fuga
nossa vida não é uma ópera
e o que posso dizer sobre isso?
que senti falta do conhaque puro baixando pela goela?
que senti falta do som alto saindo pela goela?
a plenos pulmões
um desamor completo
a chatice do dia a dia me desespera
eu preferia estar dopada
eu preferia estar adoidada
eu preferia que você tivesse gozado por toda a casa
como fez um dia
seus "eu te amo"
vem acompanhados de atitudes de fuga
não se entrega
e eu com a maior paciência do mundo
me ligue quando estiver sóbrio de todo esse movimento de fuga
nossa vida não é uma ópera
invenções
Você não existe.
Só existe quando está perto de mim.
Eu invento você, seus passos, suas falas.
Todos entram aqui e saem com respostas.
E quem me dá as respostas?
Talvez eu não esteja fazendo as perguntas certas.
Você tenta me indicar caminhos
Mas custo a acreditar na viabilidade de segui-los.
Um homem que inventa uma mulher.
Apenas o sexo foi real.
Todo o resto foi invenção das falas.
Apenas o gozo foi espontâneo.
Todo o resto foi pré-programado.
E assim não saio daqui para a rua.
As minhas necessidades são atendidas
como serviço de entrega.
Amor venha...
e o amor vem.
Amor fique...
e o amor fica.
As idéias desconexas podem até fazer sentido
vez ou outra.
Este é um espaço mágico de criação.
eu estou inventando esse amor.
sempre a cabeça
nunca o coração
cabeça e sexo
e eu crio o amor.
tudo para nós
é sempre num lugar lá fora.
é vento, verde, sol
mas a gente não sai daqui
porque não sabemos inventar verdades
você é apenas uma pessoa
que me permite falar na primeira pessoa do plural.
Você é a minha primeira pessoa do plural.
ninguém entende o que escrevo, o que penso, o que invento
porque sempre estou criando coisas novas
e posso até inventar que sei fazer pão
e posso até inventar que tenho um filho
e posso até inventar uma nova cara
um novo cabelo
um novo elo
eu invento tudo
crio tudo
e me sinto sozinha depois de tudo.
eu sei que vc escreve a mão
e eu inventei que não te amo
inventei que não te quero
eu inventei a doida
e todos acreditam
eu não quero mais inventar nada
é isso mesmo
tenho que escutar mais
ficar mais tempo muda
vou ficar imóvel
esperando você me tocar
e não vou dizer mais nada sobre o que sinto
vou esperar pra sentir quando você estiver aqui
Só existe quando está perto de mim.
Eu invento você, seus passos, suas falas.
Todos entram aqui e saem com respostas.
E quem me dá as respostas?
Talvez eu não esteja fazendo as perguntas certas.
Você tenta me indicar caminhos
Mas custo a acreditar na viabilidade de segui-los.
Um homem que inventa uma mulher.
Apenas o sexo foi real.
Todo o resto foi invenção das falas.
Apenas o gozo foi espontâneo.
Todo o resto foi pré-programado.
E assim não saio daqui para a rua.
As minhas necessidades são atendidas
como serviço de entrega.
Amor venha...
e o amor vem.
Amor fique...
e o amor fica.
As idéias desconexas podem até fazer sentido
vez ou outra.
Este é um espaço mágico de criação.
eu estou inventando esse amor.
sempre a cabeça
nunca o coração
cabeça e sexo
e eu crio o amor.
tudo para nós
é sempre num lugar lá fora.
é vento, verde, sol
mas a gente não sai daqui
porque não sabemos inventar verdades
você é apenas uma pessoa
que me permite falar na primeira pessoa do plural.
Você é a minha primeira pessoa do plural.
ninguém entende o que escrevo, o que penso, o que invento
porque sempre estou criando coisas novas
e posso até inventar que sei fazer pão
e posso até inventar que tenho um filho
e posso até inventar uma nova cara
um novo cabelo
um novo elo
eu invento tudo
crio tudo
e me sinto sozinha depois de tudo.
eu sei que vc escreve a mão
e eu inventei que não te amo
inventei que não te quero
eu inventei a doida
e todos acreditam
eu não quero mais inventar nada
é isso mesmo
tenho que escutar mais
ficar mais tempo muda
vou ficar imóvel
esperando você me tocar
e não vou dizer mais nada sobre o que sinto
vou esperar pra sentir quando você estiver aqui
super-heróis
amanheceu às 3h da tarde
antes disso você me via dormir
velava meu sono
é disso que preciso
de você zelando por mim
seu carinho
entrar no seu mundo de mansinho
colocando a imensidão no bolso da bermuda
e porta adentro nos despindo de tudo
apenas os sonhos
apenas os brilhos
dos olhos
dos planetas a nos alimentar
das fagulhas da nossa fogueira santa
por que me queima?
quer me purificar?
mal sabe você.. que o que você me faz
é me fazer voltar
voltar a ser o que eu era
antes de estragarem toda minha pureza
antes de eu renunciar à minha beleza
antes de eu matar todas minhas certezas
eu serei
o que sou
e sempre fui
pra você
se você quiser
se tentar entender minhas palavras
vai se perder no labirinto
mas se tocar minhas verdades com a palma da mão
vai sentir tudo como o que realmente são
você está abrindo uma gestalt em que o essencial salta aos olhos
toda essa gosma em volta
é por onde vou nadar
até chegar a você
eu ainda não desisti
isso é bobagem
só estou aqui pra receber
é a sua hora de quebrar a casca
de sair da barriga da abelha
é a sua hora de correr pra mim
com a velocidade da luz
pra explodir no meu corpo
com o líquido proibido
meu desejo por você está aqui
não quero nem dizer que te amo
meu 'eu te amo' hoje é carinho, um afago no ego
o dia que eu disser eu te amo
pra confirmar o que sou no que você é
aí sim
vou dizer com lágrimas nos olhos
eu desde a primeira noite
me joguei em você
e não me arrependo
mas o dia a dia está me matando
espero que me entenda
preciso de Baco
pra que meu amor me tome
e se derrame das minhas pernas nas tuas
escorrendo pra você sentir
eu quero sentir teu corpo
quente
pulsando
seu coração batendo
você deixou desejo
eu apenas rio das suas restrições
acho que já percebeu que pra mim elas são nada
apenas você não conseguiu deixá-las pra fora daqui
quando vai perceber que aqui é o lugar de deixar as máscaras?
de fazer sumir as fantasias de super-heróis?
aqui é o lugar pra ser o super-herói
não a roupa
e sim o ser
antes disso você me via dormir
velava meu sono
é disso que preciso
de você zelando por mim
seu carinho
entrar no seu mundo de mansinho
colocando a imensidão no bolso da bermuda
e porta adentro nos despindo de tudo
apenas os sonhos
apenas os brilhos
dos olhos
dos planetas a nos alimentar
das fagulhas da nossa fogueira santa
por que me queima?
quer me purificar?
mal sabe você.. que o que você me faz
é me fazer voltar
voltar a ser o que eu era
antes de estragarem toda minha pureza
antes de eu renunciar à minha beleza
antes de eu matar todas minhas certezas
eu serei
o que sou
e sempre fui
pra você
se você quiser
se tentar entender minhas palavras
vai se perder no labirinto
mas se tocar minhas verdades com a palma da mão
vai sentir tudo como o que realmente são
você está abrindo uma gestalt em que o essencial salta aos olhos
toda essa gosma em volta
é por onde vou nadar
até chegar a você
eu ainda não desisti
isso é bobagem
só estou aqui pra receber
é a sua hora de quebrar a casca
de sair da barriga da abelha
é a sua hora de correr pra mim
com a velocidade da luz
pra explodir no meu corpo
com o líquido proibido
meu desejo por você está aqui
não quero nem dizer que te amo
meu 'eu te amo' hoje é carinho, um afago no ego
o dia que eu disser eu te amo
pra confirmar o que sou no que você é
aí sim
vou dizer com lágrimas nos olhos
eu desde a primeira noite
me joguei em você
e não me arrependo
mas o dia a dia está me matando
espero que me entenda
preciso de Baco
pra que meu amor me tome
e se derrame das minhas pernas nas tuas
escorrendo pra você sentir
eu quero sentir teu corpo
quente
pulsando
seu coração batendo
você deixou desejo
eu apenas rio das suas restrições
acho que já percebeu que pra mim elas são nada
apenas você não conseguiu deixá-las pra fora daqui
quando vai perceber que aqui é o lugar de deixar as máscaras?
de fazer sumir as fantasias de super-heróis?
aqui é o lugar pra ser o super-herói
não a roupa
e sim o ser
Wednesday, December 13, 2006
meus três últimos cigarros

meus três últimos cigarros
não posso mentir que guardei pro final
os 3 últimos cigarros ficaram guardados
não posso mentir que guardei pro final
os 3 últimos cigarros ficaram guardados
no fundo do armário
na prateleira de trás
eu tentei escondê-los
eu tentei não fumá-los agora
mas precisei deles
o primeiro fumei por desespero
na prateleira de trás
eu tentei escondê-los
eu tentei não fumá-los agora
mas precisei deles
o primeiro fumei por desespero
por solidão
por não saber o que fazer
e coloquei sua bituca em pé pra que apagasse sozinho longe de mim
o segundo fumei por impulso
por conforto,
pra tentar fazer durar,
esticar o tempo que fica flácido
e nem dá mais vontade de fumar
o terceiro não fumei ainda
o terceiro não fumei ainda
porque o segundo está apagando entre os meus dedos enquanto escrevo
o segundo se apagou
que alívio não precisar sentir coisa chata
pro terceiro eu quero uma lágrima
pro terceiro eu quero uma lágrima
que está seca por causa da fumaça imaginária que está saindo de mim
pro terceiro só teve um suspiro
uma vontade de não queimá-lo
pro terceiro um numero mágico
uma forma perfeita
três ângulos
pro terceiro
não..
pra mim
o terceiro é pra mim
só pra mim
é o último o recente o reticente
o terceiro vai me trazer
vou te acender
te acendi dentro de mim
o terceiro foi aquele que a tereza deu a mão
o terceiro foi aquele que a certeza deu a mão
pra você eu dou a minha mão
mas você não quer
e a lágrima veio
molhou meus olhos
mas não saiu
você não sai de mim
eu estremeço
eu te mereço
te suguei o mais forte que pude
e minha traquéia doeu
eu sinto muito
eu preciso muito
te pedir perdão
o que foi que eu estraguei dentro de você?
quero guardar as suas cinzas na caixinha
porque sou fênix
e só posso renascer das tuas cinzas
cigarro eterno de uma mente de lembranças
você ilumina
e até o sol pousou na minha janela quando você se foi
eu vou procurar você atrás das cortinas
não brinque assim de se esconder
eu quero te achar bem aqui
e se você não estiver
eu vou arrancar essas cortinas
nessa sina cega de surtar sem segredos
você molhou a minha boca
eu
eu
eu preciso eu quero
te espero se você precisa disso
eu estou me matando pra te proteger
eu estou chorando pra não te esquecer
quem é que vai me curar de você?
não deixe tudo pra eu fazer
não insista pra eu crescer
não peça pra eu trocar de roupa
me aceite do jeito que eu sou
eu não quero te mudar
só quero que você me deixe entrar
sem essa de deixar a porta aberta
eu quero que você carregue a chave
me despertaram de você, meu sonho lúcido
porque eu tenho essas coisas pra fazer
e estralei meu dedo sem querer
quando te amassei no cinzeiro
porque te apaguei
mas você tá aqui
e me mandaram uma mensagem
SAVE
me salva e me poupa
sempre um pouco
pra ter sempre mais
pro terceiro só teve um suspiro
uma vontade de não queimá-lo
pro terceiro um numero mágico
uma forma perfeita
três ângulos
pro terceiro
não..
pra mim
o terceiro é pra mim
só pra mim
é o último o recente o reticente
o terceiro vai me trazer
vou te acender
te acendi dentro de mim
o terceiro foi aquele que a tereza deu a mão
o terceiro foi aquele que a certeza deu a mão
pra você eu dou a minha mão
mas você não quer
e a lágrima veio
molhou meus olhos
mas não saiu
você não sai de mim
eu estremeço
eu te mereço
te suguei o mais forte que pude
e minha traquéia doeu
eu sinto muito
eu preciso muito
te pedir perdão
o que foi que eu estraguei dentro de você?
quero guardar as suas cinzas na caixinha
porque sou fênix
e só posso renascer das tuas cinzas
cigarro eterno de uma mente de lembranças
você ilumina
e até o sol pousou na minha janela quando você se foi
eu vou procurar você atrás das cortinas
não brinque assim de se esconder
eu quero te achar bem aqui
e se você não estiver
eu vou arrancar essas cortinas
nessa sina cega de surtar sem segredos
você molhou a minha boca
eu
eu
eu preciso eu quero
te espero se você precisa disso
eu estou me matando pra te proteger
eu estou chorando pra não te esquecer
quem é que vai me curar de você?
não deixe tudo pra eu fazer
não insista pra eu crescer
não peça pra eu trocar de roupa
me aceite do jeito que eu sou
eu não quero te mudar
só quero que você me deixe entrar
sem essa de deixar a porta aberta
eu quero que você carregue a chave
me despertaram de você, meu sonho lúcido
porque eu tenho essas coisas pra fazer
e estralei meu dedo sem querer
quando te amassei no cinzeiro
porque te apaguei
mas você tá aqui
e me mandaram uma mensagem
SAVE
me salva e me poupa
sempre um pouco
pra ter sempre mais
os seres e os sentimentos
os seres sem sentimento
e os seres que sentem demais
sentimentos variados se esvaziam
de um sentir sempre a mesma coisa invariável
os seres sem sentimento
e os seres que sentem demais
são seres de catavento
rodando pra dar cor ao movimento
do ar que pela força vão sendo usurpados
toda vez que eu amo alguém
deixo de amar um pedaço de mim
que era meu e eu não sabia
e não sabia que doía
não
eu não quero me repartir
eu prefiro preferir
escolher falsamente
o que vai o que vem
o que fica
e é assim que o ventre explode
com a maior sutileza do mundo
tudo o que eu não quis deixar sair
arrebenta as barreiras do que sou
e me faz estilhaços de mim
num espelho sem imagem em que me enxergo
inteira
intensa
é difícil encarar os avessos
é difícil descobrir-se ao contrário
é difícil ler palavras no espelho
ainda mais quando escritas com vermelho
e os seres que sentem demais
sentimentos variados se esvaziam
de um sentir sempre a mesma coisa invariável
os seres sem sentimento
e os seres que sentem demais
são seres de catavento
rodando pra dar cor ao movimento
do ar que pela força vão sendo usurpados
toda vez que eu amo alguém
deixo de amar um pedaço de mim
que era meu e eu não sabia
e não sabia que doía
não
eu não quero me repartir
eu prefiro preferir
escolher falsamente
o que vai o que vem
o que fica
e é assim que o ventre explode
com a maior sutileza do mundo
tudo o que eu não quis deixar sair
arrebenta as barreiras do que sou
e me faz estilhaços de mim
num espelho sem imagem em que me enxergo
inteira
intensa
é difícil encarar os avessos
é difícil descobrir-se ao contrário
é difícil ler palavras no espelho
ainda mais quando escritas com vermelho
profeta
eu nao sou profeta
porque não quero enxergar as imagens do futuro
eu simplesmente profiro palavras que ecoam o futuro no coração das pessoas
porque não quero enxergar as imagens do futuro
eu simplesmente profiro palavras que ecoam o futuro no coração das pessoas
beijos e partos
chegou o momento
em que distribuo beijos
que se esforçam pra nascer
como em trabalhos de parto
dói em mim ver a vida que nasce da minha boca
sofro e choro com a tamanha brutalidade
com que sonhos entram e deslizam pela minha língua
de como esses sonhos de outros
precisam da minha saliva pra se umedecerem
e a força que trago nos dentes
faz do risco um rastro
de sangues e suores
manchando os lençóis
manchando o branco
e é apenas o choro primeiro da vida
aquele susto quando o ar invade os pulmões
e é a partir daquele corte com a casa que me protegia
quente e úmida como um beijo de corpo na alma
que eu sou obrigada a abrir os olhos
e a plenos pulmões
respirar ar puro
em que distribuo beijos
que se esforçam pra nascer
como em trabalhos de parto
dói em mim ver a vida que nasce da minha boca
sofro e choro com a tamanha brutalidade
com que sonhos entram e deslizam pela minha língua
de como esses sonhos de outros
precisam da minha saliva pra se umedecerem
e a força que trago nos dentes
faz do risco um rastro
de sangues e suores
manchando os lençóis
manchando o branco
e é apenas o choro primeiro da vida
aquele susto quando o ar invade os pulmões
e é a partir daquele corte com a casa que me protegia
quente e úmida como um beijo de corpo na alma
que eu sou obrigada a abrir os olhos
e a plenos pulmões
respirar ar puro
Thursday, December 07, 2006
Sem se adaptar
E eu precisava sair
E eu precisava ficar
E a gente se despede
na porta, na rua
Eu te amo
Me perdoa
Me entenda sem me entender
Me aceite
Não me peça pra me adaptar
Nosso egoísmo
Somos dois tiranos mimados
Tentando discordar
Mas a gente só concorda
Só acorda
Um do lado do outro
Não tente se adaptar
Tente apenas esquecer
o que te faz precisar pensar
o que te faz precisar escolher
Eu sinto tudo assim
sem explicação
Um prazer
Uma incerteza certeira
Nos acordes e nos versos de uma canção
E eu precisava ficar
E a gente se despede
na porta, na rua
Eu te amo
Me perdoa
Me entenda sem me entender
Me aceite
Não me peça pra me adaptar
Nosso egoísmo
Somos dois tiranos mimados
Tentando discordar
Mas a gente só concorda
Só acorda
Um do lado do outro
Não tente se adaptar
Tente apenas esquecer
o que te faz precisar pensar
o que te faz precisar escolher
Eu sinto tudo assim
sem explicação
Um prazer
Uma incerteza certeira
Nos acordes e nos versos de uma canção
Tuesday, November 21, 2006
esquecendo nas esquinas
a primeira coisa que esqueci de você foi seu sotaque
aquilo que o torna tão peculiar
também esqueci sua voz
que até há pouco ainda estava ecoando na minha cabeça
também não lembro do seu beijo
e nem de como ele era bom
tenho ainda uma lembrança vaga da sua boca bem desenhada
lembrar da sua boca é lembrar do seu beijo, sua voz, seu sotaque
prefiro guardar um enquadramento longínquo da sua boca
suspendendo o resto todo: beijo, voz, sotaque
isso eu consigo
esqueci seu cheiro
não lembro nem de nada parecido
seu calor já tá bem longe de mim
esfriou o meu corpo e o meu desejo de você
aquela música que tocava na minha cabeça
quando a gente tava junto
também não me lembro
as coisas que você me ensinou
já desaprendi
as mil e uma coisas que você disse pra eu rir
também já não estão mais na minha memória
tudo o que você deixou em mim eu já não consigo enxergar
só seu carinho ainda está aqui
na minha pele as marcas invisíveis do seu toque
minha pele ainda sente falta das promessas mudas que as suas mãos fizeram
mas em qualquer esquina eu ainda hei de esquecer
isso é fácil resolver
agora os seus olhos ainda não consegui afogar
tá difícil
lembrar dos seus olhos é lembrar do seu desejo
e da imagem de mim que mora neles
uma imagem bonita de se ver e sentir
é difícil esquecer de mim
esquecer seus olhos eu nao sei
mas um dia eu hei
eu sei
16/11/2006
aquilo que o torna tão peculiar
também esqueci sua voz
que até há pouco ainda estava ecoando na minha cabeça
também não lembro do seu beijo
e nem de como ele era bom
tenho ainda uma lembrança vaga da sua boca bem desenhada
lembrar da sua boca é lembrar do seu beijo, sua voz, seu sotaque
prefiro guardar um enquadramento longínquo da sua boca
suspendendo o resto todo: beijo, voz, sotaque
isso eu consigo
esqueci seu cheiro
não lembro nem de nada parecido
seu calor já tá bem longe de mim
esfriou o meu corpo e o meu desejo de você
aquela música que tocava na minha cabeça
quando a gente tava junto
também não me lembro
as coisas que você me ensinou
já desaprendi
as mil e uma coisas que você disse pra eu rir
também já não estão mais na minha memória
tudo o que você deixou em mim eu já não consigo enxergar
só seu carinho ainda está aqui
na minha pele as marcas invisíveis do seu toque
minha pele ainda sente falta das promessas mudas que as suas mãos fizeram
mas em qualquer esquina eu ainda hei de esquecer
isso é fácil resolver
agora os seus olhos ainda não consegui afogar
tá difícil
lembrar dos seus olhos é lembrar do seu desejo
e da imagem de mim que mora neles
uma imagem bonita de se ver e sentir
é difícil esquecer de mim
esquecer seus olhos eu nao sei
mas um dia eu hei
eu sei
16/11/2006
Tuesday, November 14, 2006
Encontro sem desencontro
Esses versos pra você
Só poderiam ser escritos à mão
Com curvas e desenhos
Com o corpo e o coração
As voltas que o mundo dá
As voltas da minha letra corrida, correndo, voando
É a idade do céu
que está brilhando nos meus olhos
É o tato da língua, do céu da boca conhecendo o mundo do seu beijo
Engoli com a saliva os seus mais secretos desejos
E era de novo eu distraída pelo ar
Vagando com sorrisos e canções a tiracolo
Eu quero assim poesia todo dia
Com palavras que digo e que guardo
Com palavras que eu crio quando rio
E as cócegas na alma
A brincadeira
A hora de tomar a saideira
Mas não é assim
Você não sai de mim
Talvez seja uma nova canção
Ou um filme antigo na TV
Eu só vou dormir um pouco
Logo a gente se vê
14/11/2006
Só poderiam ser escritos à mão
Com curvas e desenhos
Com o corpo e o coração
As voltas que o mundo dá
As voltas da minha letra corrida, correndo, voando
É a idade do céu
que está brilhando nos meus olhos
É o tato da língua, do céu da boca conhecendo o mundo do seu beijo
Engoli com a saliva os seus mais secretos desejos
E era de novo eu distraída pelo ar
Vagando com sorrisos e canções a tiracolo
Eu quero assim poesia todo dia
Com palavras que digo e que guardo
Com palavras que eu crio quando rio
E as cócegas na alma
A brincadeira
A hora de tomar a saideira
Mas não é assim
Você não sai de mim
Talvez seja uma nova canção
Ou um filme antigo na TV
Eu só vou dormir um pouco
Logo a gente se vê
14/11/2006
Sunday, November 12, 2006
Enxergue!
**
Desejo manter
As coisas sem cor
Desejo manter
Passos ao meu lado
Desejo não ter
Amarras em mim
Desejo
O que esperar disso que sinto?
Adoro quando sou sincera.
Minha alma não se esconde por entre vãos
ela se espalha.
Seus olhos não são verdes nem azuis..
são castanhos...
e no entanto são sensíveis a luzes artificiais.
O que você olha é com medo,
olha o nada sem nada mirar.
Mas se olhar direto nos meus olhos vai enxergar.
Desejo manter
As coisas sem cor
Desejo manter
Passos ao meu lado
Desejo não ter
Amarras em mim
Desejo
O que esperar disso que sinto?
Adoro quando sou sincera.
Minha alma não se esconde por entre vãos
ela se espalha.
Seus olhos não são verdes nem azuis..
são castanhos...
e no entanto são sensíveis a luzes artificiais.
O que você olha é com medo,
olha o nada sem nada mirar.
Mas se olhar direto nos meus olhos vai enxergar.
Caça e caçador
**
A cama enorme comigo e sem tigo.
Você me insulta com esse ar de independência.
Só eu sei o quanto implora por castigos.
Só eu sei o quanto gosta de agrados.
E mesmo assim, essa independência nata.
E mesmo assim sai correndo pela mata.
Você, que não sabe nada de ser bicho ou de ser planta.
Apenas um impulso básico, sem detalhes.
Bicho caçando.
Não é água ou alimento o que precisa.
Não é cópula.
O que você caça é aventura.
Minha única imaturidade
é não saber lidar com esse mundo que se me apresenta.
E você nem quer saber.
Você desliza por entre todos os espaços desse mundo cruel.
Acho que me apaixonei por um ser de outro planeta.
A cama enorme comigo e sem tigo.
Você me insulta com esse ar de independência.
Só eu sei o quanto implora por castigos.
Só eu sei o quanto gosta de agrados.
E mesmo assim, essa independência nata.
E mesmo assim sai correndo pela mata.
Você, que não sabe nada de ser bicho ou de ser planta.
Apenas um impulso básico, sem detalhes.
Bicho caçando.
Não é água ou alimento o que precisa.
Não é cópula.
O que você caça é aventura.
Minha única imaturidade
é não saber lidar com esse mundo que se me apresenta.
E você nem quer saber.
Você desliza por entre todos os espaços desse mundo cruel.
Acho que me apaixonei por um ser de outro planeta.
Wednesday, November 08, 2006
Fim do mundo
O poeta ia bêbado pra casa
não queria ver a aurora.
“Ninguém mais chora por mim
como chorava Aurora”
Na casa onde chorou por ela
Uma luz feliz e amarela
escondia outros segredos,
não os seus.
O mundo ia acabar
E o bebê crescendo
O mundo ia acabar
E o bebê sorrindo
Às 7 e 58
o bebê dormindo.
Aurora amava os homens
– eles todos!
O poeta amava Aurora – ela inteira!
Mas não sabia, não percebia e se arruinava.
O mundo ia acabar numa canção.
I’m wondering round and round nowhere to go...
1998
não queria ver a aurora.
“Ninguém mais chora por mim
como chorava Aurora”
Na casa onde chorou por ela
Uma luz feliz e amarela
escondia outros segredos,
não os seus.
O mundo ia acabar
E o bebê crescendo
O mundo ia acabar
E o bebê sorrindo
Às 7 e 58
o bebê dormindo.
Aurora amava os homens
– eles todos!
O poeta amava Aurora – ela inteira!
Mas não sabia, não percebia e se arruinava.
O mundo ia acabar numa canção.
I’m wondering round and round nowhere to go...
1998
Busca
As estradas começam a ser percorridas
porque se fazem de concreto sobre o solo
correm-se contra o tempo
miram-se para o nada
e por onde vão...
por onde ficam...
trazem você pra mim.
Eu sempre deixo rastro
e é você sempre que o segue
Nem que outro, nem que negue
perde-se o sonho que tive
fica sempre só.
Saudade de você deixa saudade
Coragem de voltar volta pra mim
Continua a saudade contínua
- pela estrada afora...
Tantos temas e dilemas
que atravessa nessa estrada errada
fazem fazer amor
só pra fazer você voltar.
1998
porque se fazem de concreto sobre o solo
correm-se contra o tempo
miram-se para o nada
e por onde vão...
por onde ficam...
trazem você pra mim.
Eu sempre deixo rastro
e é você sempre que o segue
Nem que outro, nem que negue
perde-se o sonho que tive
fica sempre só.
Saudade de você deixa saudade
Coragem de voltar volta pra mim
Continua a saudade contínua
- pela estrada afora...
Tantos temas e dilemas
que atravessa nessa estrada errada
fazem fazer amor
só pra fazer você voltar.
1998
Uma sala repleta de panfletos desconexos
Os CDs espalhados pelo chão
O gato dormindo em cima das poesias
Jogadas no sofá as tarefas da escola estão
As músicas já tocam por todo um dia
E só agora percebi que está chovendo s isso é mal
Queria saber de onde tirar animo para voltar à vida real
Como obrigação não dá não!
que sujeira!
que coceira!
Que você ainda queira.
Senti teu gosto.
Passo a mão na cabeça.
Suspiro.
E não choro, esqueça.
1997
O gato dormindo em cima das poesias
Jogadas no sofá as tarefas da escola estão
As músicas já tocam por todo um dia
E só agora percebi que está chovendo s isso é mal
Queria saber de onde tirar animo para voltar à vida real
Como obrigação não dá não!
que sujeira!
que coceira!
Que você ainda queira.
Senti teu gosto.
Passo a mão na cabeça.
Suspiro.
E não choro, esqueça.
1997
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